quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Colonização e Separatismos

É natural a desconfiança quando se fala em separatismos e talvez realmente não seja a única solução. Entretanto o que vem ocorrendo no Brasil é de extrema relevância, pois parte dos confederados tem sido tratados com displicência e segregação.
Poderíamos aqui enumerar as diferenças de tratamento por parte do governo federal com os estados do sul e sudeste, que tem feito a sua parte levando as eleições a sério e trabalhando para crescimento da renda e pela industrialização da nação, mas o ponto que realmente chama atenção é a diferença entre os valores encaminhados a Brasília e a sua devolução efetiva.
Alguns poderiam utilizar o argumento de que é obrigação dos estados mais ricos auxiliar no desenvolvimento dos mais pobres porém se analisarmos o caso do Espírito Santo fica claro que não funciona bem assim. Ao compararmos os impostos pagos por este estado que são cerca de R$ 8 bilhões e a devolução de 3,5 bilhões por parte do governo federal com estados como Bahia e Pernambuco que geram o mesmo valor porém recebem o dobro do que geram, fica claro que algo não cheira bem. Não por acaso, os estados consumidores de renda com poucas exceções votaram em peso no atual desgoverno derrubando o candidato da "elite branca" que de elite e de branca não tem nada.
Quem tem dinheiro suga o BNDES e quem não tem se utiliza do bolsa família. Quem anda pagando a conta dos votos do PT e por consequência não vota neste partido é a classe média, não a ideológica chamada de burguesia pela esquerda nem a governamental que considera aqueles que recebem a partir de R$ 291,00/mês, quem tem pago a conta é o trabalhador que levanta cedo e sai tarde do trabalho, que faz malabarismos para o salário render até o fim do mês, que está endividado e precisa de crédito para conquistar bens de alto valor. Esta classe é a que foi as ruas em 2013 e por este motivo os protestos eram todos após as 19hs, depois do expediente, diferente dos "movimentos sociais" que protestam sempre entre as 10 hs e as 15 hs, manifestantes profissionais aos quais o decreto 8243 tenta dar um poder maior que ao congresso eleito pelo trabalhador que não aguenta mais a carga que sobre ele se impõe.
O partido que leva o nome dos trabalhadores na verdade penaliza aquele que busca trabalhar e premia o ócio. O aparelhamento não está só no que é estatal pois o estado já está bancando movimentos que são na verdade braços armados do partido que se julga maior que a nação, que acha que é proprietário dela. Basta notar que dos estados que recebem menos do que encaminham ao governo federal, somente o Rio Grande do Sul possui um governo do partido dos trabalhadores, justamente porque a política deste partido privilegia aqueles que não buscam o crescimento inviabilizando o trabalho honesto. Quanto mais isto fica claro, mais pessoas deixam de buscar o próprio sustento, o bolsa família por exemplo já passou de 20 para 56 milhões de pessoas atendidas e só aumenta, somando-se isto ao número de aposentados e a quantidade imensa de funcionários públicos que recebem a partir dos impostos, torna-se uma carga sobre-humana aos ombros do trabalhador. O desemprego no Brasil é altíssimo, beirando algo entre os 60% somando-se beneficiários de programas sociais, pessoas que não estão procurando trabalho e pessoas que não encontram trabalho e esta carga fará cedo ou tarde com que a nação e a economia entrem em colapso já que o crescimento é sugado pelas instituições e pelos países aliados ao partido que é na verdade uma empresa que colonizou o Brasil para Cuba.

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